Pede um café e senta num banco da praça. Uma praça desconhecida. A espera das 11horas.
Ascende um cigarro e fica observando as pessoas que chegam. Do lado direito carros e prédios. Do lado esquerdo transito de pessoas, a frente arvores secas, no pensamento um branco que tranqüiliza.
Amparada por duas acompanhantes uma senhora se senta bem em frente. A respiração ofegante faz aquele pensamento branco sumir. Fica imaginando quanto a senhora caminhou. Observa atenta suas vestes. Uma blusa branca de seda e uma calça preta de risca de giz. Sobre os olhos fechados uma óculos antigo dourado. As acompanhantes conversam. Falam de coisas de minas...alguém que elas conhecem e é de Minas, pelo jeito de ser, não por nascimento. A senhora respira fundo como se estivesse aliviada. Parece reconfortada. São 10:57, abandona o cigarro pela metade e caminha. Evita pisar nas linhas da calçada, mais uma de suas manias.
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